AS DIVINDADES
Em verdade, os últimos momentos em que os deuses da nossa hISTÓRIARECENTE foram vistos foi nos reinos perdidos da América do Sul, também é o lugar onde prometeram retornar. Nem todos estavam, digamos assim, em condições de fazer promessas, mas Thoth estava muito ciente de si, de nós e dos ciclos do Planeta Azul.
Naquelas paragens, no início, os templos eram elevados — colocados no alto das pirâmides com degraus para adorar o Deus Serpente — e os céus eram observados para encontrar a chave dos ciclos celestiais. Mas chegou uma época em que o deus — ou todos os deuses — partiram. Não sendo mais vistos, os fiéis acreditaram que tivessem sido engolidos pelo senhor da noite, o Jaguar. A imagem do grande deus foi coberta, então, com uma máscara de Jaguar, através da qual as serpentes, símbolos terrestres, ainda emergiam.
Há os que digam que o Jaguar é o símbolo de Marduk… em se tratando de um Felino, ele jamais foi tão elogiado. O símbolo de Marduk é a Cobra Negra.
Mas Quetzalcoatl não prometera retornar?
Cheios de fervor, os observadores do céu na selva consultavam almanaques antigos. Os sacerdotes de Marduk, a Cobra Negra, chegaram a elaborar a hipótese de que as divindades desaparecidas retornariam se lhes oferecessem corações pulsantes de vítimas humanas. E os Maias foram então difamados por mais essa atrocidade.
Porém, em alguma data crucial, por volta do século 9 d.C, um acontecimento profetizado deixou de ocorrer. Todos os ciclos se juntaram e nada resultou. Assim, os centros cerimoniais e as cidades dedicadas aos deuses foram abandonados e a selva estendeu seu manto verde por sobre o domínio dos Deuses Serpente.






